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Doce de Leite Assado

Doce de Leite Assado

Por Julia

Um jeito prático de transformar leite condensado em doce de leite caramelizado no forno. Envolve banho-maria para cozinhar lentamente, evitando textura queimada ou ressecada. Exige atenção aos sinais visuais da cor dourada e aroma tostado, que indicam ponto certo. Receita adaptada para usar leite condensado com toque de baunilha para uma camada extra de sabor. Técnica simples, mas pede truques para manter o banho-maria sem falta d’água. Ideal para quem curte sabor intenso e textura cremosa na medida certa, com dicas para reaproveitar a casquinha formada no topo.
Preparo: 10 min
Cozimento: 85 min
Total: 95 min
Porções: 1 porção grande
#sobremesa #receita fácil #doce de leite #culinária brasileira
Leite condensado caramelo, aquele clássico que aparece em inúmeras sobremesas brasileiras, mas que nem todo mundo sabe fazer em casa com uma textura cremosa e aparência de doce de leite artesanal. Eu descobri que o segredo todo está no banho-maria no forno, que cozinha devagarinho, deixando o açúcar e as proteínas do leite se transformarem num tom dourado e sabor rico, sem precisar de açúcar extra ou ingredientes complicados. Testei variações trocando o leite condensado comum para uma versão aromatizada com baunilha, o que elevou a experiência sensorial num toque sutil. O desafio é conseguir a consistência perfeita e dominar o tempo - e as observações visuais são o ponto chave, não o timer. Aprendi muito com os erros, inclusive com aqueles momentos quando faltou água no banho ou quando a cor ficou muito escura. Esse processo lento, apesar de simples, exige paciência e atenção, mas recompensa muito se feito com cuidado.

Ingredientes

  • 1 lata de leite condensado com sabor baunilha em vez do tradicional
  • água quente para banho-maria
  • folha de alumínio
  • Sobre os ingredientes

    Escolhi substituir o leite condensado tradicional pelo com baunilha para uma variação que acrescenta profundidade aromática e combina com o perfil caramelizado do doce. Isso refina bastante o sabor final, tornando-o mais interessante para o consumo puro e nas combinações com sobremesas. A água usada para o banho-maria deve ser quente para não interromper o cozimento ao ser adicionada, principalmente se precisar completar durante o processo. A concentração e qualidade do leite condensado impactam muito o resultado, por isso o integral tende a ser mais cremoso que as versões light, que perdem textura e ganham liquidez. O papel alumínio não é só para cobrir, mas para evitar a formação de condensação que pode interferir na textura da superfície do doce e na aparência final. Sempre faço nesses recipientes de cerâmica ou vidro refratário, que distribuem o calor de maneira uniforme.

    Modo de preparo

    Preparação inicial

    1. Forno pré-aquecido a 220°C. Fundamental pra caramelização começar logo e evitar que liquidifique demais o leite.
    2. Use uma assadeira rasa, tipo refratária ou prato fundo de torta – pouca profundidade ajuda a dourar por igual.
    3. Despeje leite condensado inteiro direto da lata, sem mexer, para manter textura queimada por cima.
    4. Cubra com papel alumínio bem esticado, evitando vapor acumular dentro e molhar a superfície do leite.
    5. Montagem do banho-maria

      1. Posicione a assadeira menor dentro de uma forma maior, larga, fundo plano. Água quente até cobrir de 50 até 70% da altura do leite na assadeira pequena – importante não exceder pra não entrar água no leite e nem secar no meio do processo.
      2. Coloque no forno já aquecido, mantendo olho nos primeiros 30 minutos, pois é quando dá pra ajustar se precisa de mais água. Use uma colher para verificar cuidado e segure para evitar queda de água fria que pode rachar o vidro.
      3. Cozimento e observação

        1. O cheiro começa a mudar depois de 40 minutos, aroma tostado com toque doce. Visualize cor dourada média, entre caramelo claro e âmbar, com bordas mais queimadinhas sem escurecer demais.
        2. Se começar a ter pontinhos mais escuros rápido, é sinal de forno quente ou papel alumínio frouxo, ajuste.
        3. Quando entre 75 a 90 minutos notar essa cor, faça teste de consistência: com colher, a superfície deve parecer menos líquida, mais cremosa e consistente mas ainda molhadinha.
        4. Finalização

          1. Tire do forno e com cuidado levante o alumínio para não perder vapor. A superfície pode apresentar uma casquinha fina e firme – optei por removê-la delicadamente para integrar com o doce usando um mixer de mão, caso contrário, pode deixar crocante para contraste interessante.
          2. Esfrie à temperatura ambiente antes de guardar em pote hermético. Geladeira para conservar até 30 dias, embora raramente dure tudo isso por aqui.
          3. Dicas extra

            1. Ao faltar água no banho, reforce com água quente para não bruscar o choque térmico. Geladeira pode endurecer o doce, daí vale aquecer rapidamente no micro durante alguns segundos para recuperar a cremosidade original.
            2. Pode trocar leite condensado normal por versão integral ou light, mas textura e sabor mudam suttilmente – sempre testei com a baunilha e gostei do toque a mais na complexidade.
            3. Se desanimar por usar forno, dá pra fazer no fogão a banho-maria, mas requer atenção redobrada para mexer sem empelotar.
            4. Casquinha pode ser saboreada com café forte ou como cobertura de sobremesas geladas – textura quebradiça traz contraste ótimo.
            5. Sempre bom ter pano de cozinha pronto para precaver respingos quentes quando abrir o forno. Também não ultrapasse com a água no banho para evitar vazamentos.

    Dicas de preparo

    O segredo está no uso do banho-maria para um cozimento delicado e controlado, que evita que o leite condensado queime por baixo e que o açúcar caramelize demais rápido demais. A temperatura alta escolhida para início agiliza a reação de Maillard, responsável pela cor e sabor do doce, mas só deve permanecer sobre controle rígido para não queimar as bordas. A cada 20 minutos, é importante observar a cor e verificar o nível da água do banho; faltas podem comprometer o cozimento e até causar rachaduras no recipiente. A adição do toque de baunilha foi minha maneira de elevar um preparos que já conhecia, mas a sensação de aroma durante a preparação foi um diferencial. Remover a casquinha ajuda a manter cremosidade e evita o contraste excessivo para quem prefere o doce liso, mas quem gosta de textura pode deixá-la. Resfriar à temperatura ambiente antes de colocar na geladeira evita condensação interna no pote.

    Dicas da chef

    • 💡 O ponto vai mudando - observe a cor. Cheiro de caramelo, bem tostado, é bom. Temperatura é chave. Se passar do ponto, açúcar queima, e não é legal.
    • 💡 Coloque água quente antes de fechar o alumínio. Se a água acabar, vai afetar o cozimento. Reforço com água quentinha, assim não dá problema. Não deixe esfriar!
    • 💡 Use sempre leite condensado com baunilha. Diferença no paladar é clara. Integral mantém bem a cremosidade. Light pode deixar mais ralo, prefira o primeiro.
    • 💡 Se usar fogão, controla bem para não grudar. Mexe com cuidado. Fica mais fácil usar forno, mas nada impede uma estratégia no fogo. O importante é a paciência.
    • 💡 Casquinha pode ser deixada ou retirada – cada um tem seu gosto. Combine com café forte. Caso contrário, use como cobertura, dá legal nos sorvetes.

    Perguntas frequentes

    Como conseguir a cor perfeita do doce?

    Fique de olho na cor e aroma. Se escurecer rapidinho, cuidado. A temperatura alta deve ser regular.

    O que fazer se queimou a camada de cima?

    Retire a casquinha. Deve estar crocante e amarga. Pode usar mixer, mistura tudo. Fica liso.

    Como armazenar o Doce de Leite Assado?

    Coloque em pote hermético. Pode ficar na geladeira por 30 dias. Às vezes consome rapidinho, mas é bom saber.

    Tem como fazer isso no micro-ondas?

    Dificulta a textura. Não é a mesma coisa. Experiência não é igual. Mas em caso de pressa, vale a pena tentar.

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