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Pizza Doce com Cream Cheese

Pizza Doce com Cream Cheese

Por Julia

Massa crocante com toque cítrico, creme de cream cheese com leveza e frutas frescas montadas como cobertura. Muda o jogo das sobremesas pela simplicidade e contraste. Massa feita com manteiga batida até ficar leve e uma pitada de amido de milho para dar estrutura fina, evitando a massa pesada típica. A cobertura troca o açúcar de confeiteiro por açúcar demerara para um sabor mais profundo. Frutas variadas fazem o acabamento visual e saboroso; dá pra usar o que tiver, sempre combinam bem. Forno na temperatura certa, assando até dourar só de leve. Textura e aromas que entregam na cara que está no ponto. Fácil de fazer, descomplicado, para quem curte algo gostoso e visual. Num jantar ou café, essa pizza doce salva qualquer momento comum.
Preparo: 20 min
Cozimento: 25 min
Total: 55 min
Porções: 8 porções
#pizza doce #dessert #receitas
Às vezes o que a gente quer é algo que saia do comum, um doce que não pesa, que mistura textura crocante da massa e cremosidade leve do cream cheese com um toque fresco das frutas. Fora aquele aroma cítrico que invade a cozinha quando raspas e suco de limão entram em cena. Eu testei várias versões e aprendi que o segredo está no ponto da massa. Massa fina, que não encharca depois que o creme entra, crocante das bordas, com toque amanteigado que conversa com as frutas e a cobertura. A calda, ou melhor, o creme, é não só doce, mas equilibrado com azedinho do limão, para não ficar enjoativo. É básico, simples de fazer mas que impressiona visualmente e no paladar, especialmente com frutas frescas da estação. Esse tipo de sobremesa é aquele trunfo para quando tem visita ou para finalizar um jantar depois de um dia longo.

Ingredientes

  • 120g manteiga em temperatura ambiente
  • 70g açúcar cristal (troquei por açúcar demerara para sabor mais encorpado)
  • 40g açúcar de confeiteiro
  • 25g amido de milho (troquei o amido de milho por fécula de batata para textura mais leve)
  • 160g farinha de trigo
  • Raspas de 1 limão siciliano
  • Para o creme
  • 150g cream cheese
  • 50g açúcar refinado (na receita original açúcar de confeiteiro, aqui usei refinado para doçura equilibrada)
  • ¼ colher de chá essência de baunilha
  • Suco de ½ limão tahiti
  • 60ml creme de leite fresco
  • Frutas variadas (morangos, kiwi, mirtilos, uvas, fatias de pêssego)
  • Sobre os ingredientes

    No preparo da massa, a manteiga deve estar macia, não derretida, para conseguir essa textura aerada e ajudar o creme ao final não para ficar mole demais. Os açúcares misturados conferem doçura na medida, sendo o demerara um truque que uso para dar uma profundidade no sabor sem quebrar a leveza. Troquei o amido de milho pela fécula de batata em uma versão e achei que a textura fica ainda mais delicada, uma dica se quiser variar. As raspas de limão siciliano são indispensáveis; se não tiver, raspas de tangerina também funcionam. Para o creme, tenho mania de mexer devagar para não criar bolhas dentro, que ficam estranhas na apresentação. E os cremes de leite frescos são melhores sempre que possível, garantem o brilho e a textura fluida, nada de cremes UHT que escorrem rápido demais. Para as frutas, qualquer opção que tenha não vai errar; é legal variar cores para deixar bonito.

    Modo de preparo

  • Pré-aqueça o forno a 170 graus Celsius — evito 180 pra não queimar a massa fina antes de assar direito;
  • Na tigela grande, bata a manteiga até clarear e ficar aerada — leva uns 3-4 minutos, paciência aqui muda tudo;
  • Adicione os açúcares e misture bem, mas não exagere para não amolecer demais;
  • Incorpore o amido de milho ou, opcional, a fécula de batata para uma crocância sutil, a farinha e as raspas de limão. Misture delicadamente até começar a formar uma bola. Deve dar aquele ponto, maleável, não gruda;
  • Coloque a massa numa bancada polvilhada com farinha, forme uma bola firme, amasse só o que for preciso;
  • Abra com um rolo até uns 30cm de diâmetro — fica meio rústico, não precisa perfeição. Se quiser círculo mais certinho, usa uma faca ou cortador de pizza pra aparar;
  • Passe a massa para uma pedra de pizza ou assadeira com papel manteiga — isso evita qualquer desastre no fundo;
  • Fure uns furos com garfo para que o vapor escape; senão, inflate e estufa, ficando meio murcho depois;
  • Leve ao forno, a massa deve dourar de leve pelas bordas em 23-27 minutos; fique de olho como eu: cor clareando, cheiro de manteiga assada e limão perfumados é sinal bom;
  • Retire e deixe esfriar completamente antes de aplicar o creme — massa quente derrete a cobertura e vira meleca.
  • Enquanto isso, bata o cream cheese para soltar, depois junte açúcar, baunilha, suco de limão e creme de leite até incorporar bem; tem que ficar cremoso, porém firme o bastante pra espalhar sem escorrer.
  • Espalhe o creme sobre a base fria com uma espátula fazendo camadas uniformes mas sem exagero, massa fina tem limite;
  • Monte as frutas que quiser, usei morangos, kiwis, mirtilos e fatias de pêssego — cores vibrantes e texturas variadas dão vida;
  • Para servir, corte como pizza tradicional, equipe-se de faca afiada para não amassar a massa por baixo.
  • Dicas de preparo

    O forno precisa estar realmente pré-aquecido para garantir que a massa asse rápido e não resseque. O tempo pode variar, então olho para a cor — bordas levemente douradas e cheiro que exala um perfume amanteigado com toque cítrico são indicadores primários. Uma dica importante é fazer os furos na massa para não formar bolhas de ar que causam deformações. Espalhar o creme frio é sempre melhor para manter a textura firme. Se tú gota de creme cair nas bordas, vai amolecer a massa. Na montagem das frutas, não atropelar um monte em cima; deixar espaço ajuda a manter a crocância, porque frutas suculentas podem soltar água e molhar a base. Na hora de cortar, use faca afiada — cortar rápido e com lâmina dull esmaga a massa por baixo e derruba as frutas. Já fiz e não gostei do resultado. Essa pizza doce guarda bem a cremosidade e sabor na geladeira até 24h, mas prefiro comer logo no dia para não baixar o frescor das frutas.

    Dicas da chef

    • 💡 A massa precisa ser batida por tempo certo; manteiga clara e aerada é essencial. Não deixe amolecer demais. Se for muito quente, não dá certo. Misture os açúcares rapidinho, só para incorporar. A textura errada vem daí.
    • 💡 Fécula de batata, substituição boa para amido. Textura leve, ajuda a não pesar. Outras frutas também funcionam bem. Variar as cores deixa o prato chamativo. É uma apresentação que seduz. Cada camada precisa brilhar. Atenção aos detalhes.
    • 💡 Creme de leite fresco não é só frescura. Faz diferença. Textura mais rica e sedosa. Bate devagar, tira bolhas. Cuidado com a espátula, espalha firme. Frutas molhadas podem dar trabalho, mas deixar espaço entre elas ajuda.
    • 💡 Forno em temperatura certa é regra; não pode queimar a massa. Dourar levemente é o que você quer. Sensação de aroma amanteigado. Quase sentindo a crocância. Furos na massa são cruciais; não faz bolhas indesejadas. Um desastre para a apresentação.
    • 💡 Evite boa parte do creme escorregando; é estéticamente desagradável. Sávio ao cortar com faca bem afiada. Corta rápido e firme. O descanso da massa é obrigatório; creme muito quente é uma bomba. Armazenar certo é chave para não perder frescor.

    Perguntas frequentes

    O que fazer se a massa ficou grossa?

    Revise a mistura de ingredientes. A manteiga pode ter derretido demais. Isso muda a textura. Se já tá feita, abra com rolo novamente, possível de ajustar.

    Posso usar outra fruta?

    Claro que sim. Frutas da estação sempre vão bem. Fique atento ao sabor. Morangos e kiwis têm acidez boa; pêssego traz doçura. Variedade é importante para contrastes.

    Como armazenar?

    A pizza doce fica na geladeira até 24 horas. Mas o ideal é comer logo, antes que as frutas murcham. Se sobrar, proteja bem com filme plástico. Assim, evita perder textura.

    O que fazer se a cobertura escorreu?

    Mistura muito mole? Às vezes é a temperatura do creme. Esperar esfriar é essencial. Misture novamente, se necessário. A consistência precisa ser ideal para não escorregar.

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