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Risoto de Ervilha com Bacon

Risoto de Ervilha com Bacon

Por Julia

Um risoto cremoso que troca o tradicional bacon por pancetta para trazer sabor mais intenso e textura suculenta. Usa caldo de legumes caseiro levemente temperado, ideal pra quem prefere opção mais leve - mas pode usar caldo de frango! Mantém o arroz arbóreo tostado na manteiga antes do caldo entrar, técnica essencial pra liberar o amido e garantir cremosidade. A ervilha congelada entra no final, preservando cor e frescor. O queijo parmesão ralado na hora é a cereja do bolo, garantindo aroma e sabor marcante. Tempo de cozimento ajustado para evitar arroz empapado, com dicas pra deixar o risoto no ponto Mesmo quem acha que risoto dá muito trabalho vai curtir essa receita descomplicada e cheia de sabor.
Preparo: 12 min
Cozimento: 28 min
Total: 40 min
Porções: 4 porções
#risotto #comfort food #cozinha italiana #prato principal #receitas caseiras
Risoto envolve paciência mais do que pressa. Desde o primeiro som da gordura se soltando da pancetta até o arroz brilhando em creme, é um jogo de olhos, ouvidos, mãos. Panela quente sem pressa, troca de sabores, texturas. Tentei substituir bacon por pancetta por aqui porque traz um sabor mais profundo e a textura fica mais macia quando cozida lentamente. Fiquei espantado com a diferença que faz o alho-poró no lugar das tradicionais chalotas, trazendo uma suavidade vegetal que cruza bem com a riqueza da gordura da carne. Quanto ao caldo, sempre prefiro o caseiro, pois notas frescas presentes fazem todo o sentido no prato final. Entender os tempos não pelo relógio, mas pelos sinais sonoros e visuais do processo, faz toda diferença.

Ingredientes

  • 150g pancetta em cubos pequenos (substitui bacon)
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal
  • 1 talo de alho-poró picado fino (substitui chalotas)
  • 1 xícara e meia de arroz arbóreo
  • 6 xícaras de caldo de legumes quente (pode ser substituído por caldo de frango)
  • 200g ervilhas congeladas
  • Sal a gosto
  • 50g queijo parmesão ralado na hora
  • Sobre os ingredientes

    Pancetta pode parecer mais difícil de achar que bacon, mas em açougues especializados ou supermercados maiores aparece sem dificuldade. Vai valer a pena. Se preferir usar bacon, cuidado para não fritar demais e perder gordura importante na panela. Quanto a alho-poró, substitui a chalota por frescor e menos doçura enfatizada, combinando com caldo de legumes. Para o arroz, arbóreo é rei dos risotos graças à sua capacidade de liberar amido. Caldo quente sempre: temperatura errada resulta em cozimento irregular e arroz duro. Ervilha congelada serve de praticidade e cor viva na mesa; frescas podem demorar um pouco mais para cozinhar e perder textura crocante. Parmesão deve ser ralado na hora para liberar melhor aroma e sabor.

    Modo de preparo

  • Começo com a pancetta na frigideira quente, fogo médio-alto. Aqui a ideia é deixar dourar, mas sem que fique duro ou quebradiço. Quer um pouco de gordura derretida, textura macia - cerca de 8 minutos - ouça o chiado mudar, veja a cor ficar dourada, mas não queimada. Tirar com escumadeira, reservar gordura.
  • Sem lavar a panela, baixo o fogo e adiciono a manteiga, junto do alho-poró picado. Mexo até ficar translúcido, sem escurecer - isso refresca o sabor e acalma a gordura da pancetta. Jogo o arroz, mexo tudo junto, espalhando na panela até ouvir aquele som de leve estalo, bem fino, vindo do arroz, uns 3 minutos. Arroz deve ficar opaco, começando a tostar nas bordas - momento chave pra liberar amido e não virar papa depois.
  • Enquanto isso, o caldo esquenta numa panela separada, não deixa ferver forte - deve borbulhar devagar, esse calor relativo ajuda no cozimento gradual do arroz sem chocá-lo. Mantenho a chama baixa, isso evita choque térmico que pode deixar o grão duro por dentro.
  • Hora dos mexidos lentos e cuidadosos. Com concha, pego um pouco de caldo quente, adiciono ao arroz mexendo com colher de pau, cobrindo tudo. Importante mexer sempre, mas sem pressa - o risoto vai ficando cremoso ao liberar amido, o arroz absorve o caldo lentamente, cada concha é adicionada quando o líquido anterior quase sumiu. São uns 22 minutos nesse processo, mas confio mais no toque: arroz deve estar al dente, quase um âmago firme, e a mistura com aparência viscosa, brilhante, brilhando no fundo da panela.
  • Quase no fim, adiciono a pancetta reservada e as ervilhas congeladas direto na panela. Mexo pra incorporá-las; a ervilha não vai cozinhar demais, só esquentar e continuar verde vibrante, com textura levemente crocante. Isso leva uns 3 minutos, quando vejo as ervilhas brilhando e o bacon parecendo suculento outra vez, sem ressecar.
  • Finalizo com o parmesão ralado, desligo o fogo e mexo vigorosamente, que o queijo derreta rápido e o risoto fique com textura aveludada. Ajusto o sal sabendo que pancetta e parmesão já trazem um tanto de salinidade. Para servir sempre quente e imediatamente - risoto não espera na mesa, perde cremosidade e firmeza.
  • Ah, e se o caldo faltar no meio do caminho, improvise com água morna e um pouco de cubo de caldo dissolvido - nunca use água fria, o choque atrapalha o cozimento. Quem quiser pode adicionar uma colher de creme de leite no final pra textura mais indulgente, embora não tradicional.
  • Dicas de preparo

    Fritar a pancetta sem deixar ressecar é fundamental para sabor e textura. A gordura que fica na panela não deve ser desperdiçada, passamos para cozinhar o arroz e dar sabor ao prato. O processo de mexer o arroz depois de colocar o caldo é que liberta a cremosidade natural - nunca apresse mexendo forte ou rápido demais, é um gesto paciente e constante. Não adicione líquido frio, interfere no cozimento. As ervilhas entram só no final para preservar cor e textura, não são para cozinhar demais nem amolecer muito. Finalizar com parmesão demora poucos segundos, mexa vigorosamente para criar aquela textura untuosa que todo mundo espera no risoto. Servir quente evita que o risoto perca a textura perfeita.

    Dicas da chef

    • 💡 Frita a pancetta lentamente. Quer que ela solte gordura e fique macia. O calor médio-alto é chave. Estalando na frigideira por uns 8 minutos. Não deixe pegar demais. Reserve a gordura dela para o próximo passo, sabor intenso na panela.
    • 💡 Ajuda ter o caldo quente. Tempo aqui é crucial. Não deixa ferver. Melhor com borbulhas leves. Mexer o arroz é essencial. Incorpora a cremosidade mágica. Joga o caldo com a concha devagar e mexe, sempre olhando como ele fica. Cada concha deve ser só quando a mistura anterior quase sumiu.
    • 💡 As ervilhas entram por último. Não precisa muito tempo. Três minutos é suficiente. Não quer que elas fiquem murchas. Verde vibrante é o que você busca. A pancetta volta pra panela, suculenta. Mistura tudo até esquentar bem. O aroma é incrível, textura manter crocante.
    • 💡 Finaliza com parmesão na hora. Ele precisa derreter rápido, de forma uniforme. Mexer vigorosamente faz a diferença. Ah, se o caldo acabar, não tem problema. Água morna é uma opção. Um cubo de caldo ajuda, mas não deixa ser fria. Isso estraga o cozimento.
    • 💡 E por fim, se você quer algo mais indulgente, creme de leite pode dar um toque. Mas não é tradicional. A ideia é manter leveza e frescor. Tem que saber dosar. Risoto não espera, serve quente logo. Se deixar, perde a cremosidade.

    Perguntas frequentes

    Como faço pra não empapar o arroz?

    Cozinhar devagar é fundamental. O amido precisa ser liberado. Mexer sempre, mas com calma. Cada concha deve ser só quando o anterior quase sumiu. Arroz al dente é a chave aqui.

    Posso usar bacon?

    Com certeza. Mas tenha cuidado. Frite por menos tempo. Senão, a gordura escorre e fica seco. Pancetta é mais fácil de achar por aí. Tenha atenção no he se não ressecar demais durante o preparo.

    Como armazenar o risoto?

    Melhor comer na hora. Mas se sobrar, guarda em um pote fechado. Na geladeira dura uns dias. Quando reaquecer, usa um pouco de caldo quente ou água. Não esquenta no micro-ondas. Pode ficar duro, seca rápido.

    E se eu não tiver caldo caseiro?

    Caldo de frango é uma opção válida. Mas cuidado com o sal. Se não for, água morna misturada com cubo de caldo é uma boa saída. Lembre-se, a temperatura é tudo. Frio é inimigo do risoto.

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